Coronavírus - O que é melhor para combater, álcool gel ou água e sabão?


Imagem: shutterstock

A gente queria começar dizendo que entendemos o quão difícil tem sido atravessar essa crise do novo coronavírus, pois assim como todos, também estamos sendo afetados. Sabemos que não há bem mais precioso nesse mundo do que nossa saúde. Sem ela não conseguimos fazer nada, absolutamente.


O amor à vida está em nosso nome e, portanto, o cuidado com a saúde é nossa regra. Por isso, viemos aqui para dar a nossa contribuição em relação aos cuidados com higiene em meio a essa nova pandemia altamente contagiosa, pois sobre esse assunto sabemos bastante, tanto que aplicamos as melhores práticas, no desenvolvimento de nossos próprios produtos.


Em uma situação caótica como a que estamos vivendo, a veiculação de informações confiáveis e cientificamente comprovadas, se faz imperativo e, como temos observado muitos vídeos e informações falsas (e que não funcionam!), serem imensamente compartilhadas, nos sentimos na obrigação de conversarmos e ajudarmos a esclarecer quais são as melhores medidas a serem tomadas, divulgadas pelas autoridades competentes mundiais e como fazê-las funcionar corretamente para que possamos alcançar o sucesso no combate ao Covid-19.



A CIÊNCIA DA ÁGUA E O SABÃO - OS ALIADOS MAIS IMPORTANTES


Lave bem as mãos! Esse é o primeiro mandamento da Organização Mundial de Saúde e de todos os pesquisadores que estudam o vírus e se dedicam a controlar sua propagação e finalmente erradicá-lo.


O coronavírus

Para entendermos como o sabão é efetivo na remoção do Covid-19, primeiro é importante explicarmos que o vírus nada mais é do que uma célula bem simples, composta por material genético (RNA), uma membrana protetora de caráter lipídico (gorduroso) e proteínas, estas, responsáveis por se conectarem às nossas células saudáveis e assim destruí-las para reprodução do vírus.


O sabonete

Como já explicamos em um artigo anterior, de como limpar sua pele do jeito certo, o sabonete, é uma molécula de caráter híbrido, anfifílica, ou seja, que possui duas polaridades. Dessa maneira, ela é capaz de atrair elementos gordurosos/sujeira em uma extremidade e na outra atrair a água, que leva a sujeira embora ralo abaixo.

Assim, uma das partes da molécula do sabão quando em contato com o vírus, gruda na membrana lipídica protetora dele e com o atrito das mãos se esfregando para realizar a lavagem, essa camada se rompe, liberando todo o material genético do vírus, que acaba inativado, não sendo mais capaz de contaminar nada.


Para você entender melhor, veja a ilustração abaixo que montamos explicando esse funcionamento:

Imagem explicando o mecanismo de interação entre o sabão, a água e o coronavirus.

E precisa ser aqueles sabonetes bactericidas?

Não é necessário usar um sabonete bactericida, um simples sabonete já é eficaz nesse trabalho. Inclusive, é melhor não utilizar o sabonete bactericida, já que ele pode matar até mesmo nossas bactérias boas, que fazem parte da flora protetora natural da pele.

As bactérias boas combatem os microrganismos que fazem mal à nossa saúde, então se elas forem removidas, estaremos facilitando a entrada desses micróbios em nosso corpo. Portanto, um sabonete suave, com pH balanceado é um ótima opção nesse momento, já que além de ser capaz de destruir o coronavírus, também preserva as bactérias boas e evita o ressecamento da pele, o que pode causar microfissuras, devido as lavagens excessivas, e também acabar facilitando a penetração de vírus, bactérias e fungos causadores de doenças.


Deixe os sabonetes bactericidas para os hospitais, clínicas e profissionais da saúde, que em determinadas circunstâncias, precisam que suas mãos estejam praticamente estéreis para tocar em seus pacientes.


Em tempo! Sabão, sabonete líquido e detergente funcionam todos do mesmo jeito, pois todos são compostos, majoritariamente, pelas mesmas substâncias, os tensoativos. O que muda, em geral, são os tipos e a forma desses compostos, alguns são líquidos, outros sólidos.



O ÁLCOOL EM GEL

Foto por Anna Shvets

Muitos estudos já mostraram que o álcool em gel também é uma substância bastante efetiva na destruição do vírus, mas ele funciona de forma diferente do mecanismo de água + sabão.

No caso do álcool, ele é capaz de desnaturar as proteínas do vírus, especialmente, as que se ligam às nossas células, aquelas em formato de espeto e que dão o aspecto de coroa (corona) ao vírus. Por isso seu nome.


Imagine a molécula de proteína como uma linha solta, quando o álcool entra em contato com ela, ela se enruga toda, como um fio de cabelo queimado, perdendo completamente sua função biológica e, assim, sendo também inativada.


Aqui vale ressaltar, ainda, que a concentração ótima de álcool, para matar vírus e bactérias, varia de 60 a 80%, sendo 70% a melhor opção. Então, aquele álcool líquido 46%, que é vendido nos supermercados não é eficiente nesse caso de contaminações, pois a quantidade de álcool é insuficiente para matar a maioria dos vírus e bactérias.

Por outro lado, o álcool muito concentrado, de 92,8% também não é tão efetivo, já que evapora tão rápido que não há tempo suficiente de estar em contato com o vírus e inativar suas proteínas. Portanto, a concentração de 70% é a mais recomendada, já que possui uma quantidade ideal de água na mistura, capaz de diminuir a velocidade de evaporação do álcool, permitindo um contato maior do vírus com o solvente e assim destruí-lo.


Com relação à forma do álcool, em gel ou líquido, contanto que a concentração seja de 70%, não faz diferença, ambos possuem a mesma eficácia. A forma em gel para o álcool 70% é mais conhecida, pois, como é uma substância altamente inflamável, a elevada viscosidade do gel, reduz a rápida dispersão do álcool, evitando muitos acidentes, e, por esse motivo de segurança, essa é a única forma permitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para comercialização regular ao consumidor final, em farmácias e supermercados.



NESSE CASO, QUAL É O MÉTODO MAIS EFETIVO PARA O VÍRUS?


A lavagem com água e sabão tem se mostrado o método mais efetivo e o mais democrático na prevenção à doença, já que quase toda a população tem acesso à esses itens básicos de higiene, além de serem também mais baratos.


Mas é importante salientar que a limpeza das mão, não pode ser aquela passada rápida de água com um pingo de sabão, por debaixo da torneira. É necessário esfregar cada cantinho e vão das mãos, embaixo das unhas, entre o dedos, o punho e quando necessário até mesmo o braço, até a altura dos cotovelos e todo esse processo deve durar uns 30 a 40 segundos. Ah! E nesse meio tempo da lavagem, também é legal ensaboar e enxaguar a torneira em que você pegou com a mão suja para abrir.


Ao enxugar as mãos, dê preferências à toalhas limpas e aos papéis descartáveis, quando estiver em locais públicos. Evite aqueles secadores de mãos, pois eles costumam concentrar e espalhar mais vírus e bactérias. A coisa tem que ser bem feita! Essa seria a condição ideal de higiene para evitar o contágio.


E ainda vai o alerta! Evite unhas compridas, pois é um local ótimo para os micróbios se abrigarem e serem levados à boca, nariz, olhos e até mesmo contaminar o preparo de alimentos. Também é melhor, neste momento, reduzirmos a quantidade de adereços que costumamos pendurar em nós, como relógios, brincos, anéis, pulseiras, correntes e colares, pois são locais que tocamos o tempo todo, deixando-os sujos e contaminados e frequentemente nos esquecemos de lavá-los, o que pode transformar esses objetos em efetivos focos de transmissão.

O álcool em gel é ótimo para aqueles momentos em que você não tem como lavar as suas mãos, como quando saímos de casa ou estamos no transporte público. Mas aí nesse caso, temos mais um aviso de cuidado: quando nossas mãos estão muito sujas, com aquela sujeira toda bem visível, o álcool não é suficiente, pois os vírus podem se alojar em baixo daquela camada de sujeira, não chegando a ter contato com o álcool e assim continuando vivo e pronto para a contaminação.


Portanto, se você está em casa ou em algum lugar com pia e sabão, priorize lavar bem as mãos e deixe o álcool em gel para aqueles momentos em que esse luxo não está disponível!



REFERÊNCIAS:

http://portal.anvisa.gov.br/

http://portal.anvisa.gov.br/coronavirus

https://www.coronavirus.gov/

https://www.cdc.gov/infectioncontrol/guidelines/disinfection/disinfection-methods/chemical.html

https://www.cdc.gov/handhygiene/science/index.html

https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/prepare/prevention.html

https://www.nih.gov/health-information/coronavirus

https://coronavirus.saude.gov.br/

https://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMc2004973

https://www.cdc.gov/handwashing/pdf/hand-sanitizer-factsheet.pdf

https://www.nature.com/articles/d41586-020-00209-y

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