O que fazer com a pele oleosa? O maracujá é a solução!
- 31 de mai. de 2022
- 4 min de leitura
Atualizado: 11 de ago.

Spoiler: é mais poderoso do que a uva e seus derivados.
Uma fruta valiosíssima, nativa de nosso país e bastante presente em nossas mesas e culinária. Hoje, você pode ainda não conhecer muito bem as vantagens desse fruto, mas te alertamos para ficar atento, pois além de seu sabor delicioso, a ciência está descobrindo que o maracujá tem benefícios fantásticos para a saúde do corpo, inclusive da pele.
E é sobre isso que nós queremos te falar hoje.
Para traçar um paralelo bem real com essa situação, nós podemos usar o exemplo da uva na França que, assim como o maracujá no Brasil, sempre cresceu com facilidade e abundância por todo território francês, sendo seu principal uso para a elaboração de bebidas como sucos e vinhos.
Contudo, há não muito tempo, alguém decidiu estudar mais a fundo as propriedades dessa fruta tão corriqueira e amplamente consumida por lá, e descobriu grandes potenciais. Um deles é uma famigerada (com toda razão!) substância conhecida como RESVERATROL.
UMA BREVE INTRO SOBRE O RESVERATROL PARA TE ESCLARECER
O resveratrol é uma substância da categoria dos polifenóis, compostos fitoquímicos de elevada atividade antioxidante.
Okay, e por que os antioxidantes são tão importantes? A gente já explicou isso bem detalhadamente nessa matéria aqui, corre lá ler e depois volte pra cá.
Acontece que o resveratrol é um dos antioxidantes mais potentes já descobertos. Ele é tão poderoso que até para tratamento de câncer ele é utilizado.
Mas estamos falando de maracujá ou de resveratrol?
Era importante que você soubesse da existência do resveratrol, para saber que existe um análogo químico dessa substância (quase como se fosse um irmão gêmeo) conhecido como piceatannol.
O piceatannol, por possuir uma hidroxila a mais em sua estrutura química, acaba tendo um poder antioxidante ainda mais potente do que o do resveratrol. E adivinha só qual é a fonte mais abundante dessa substância? É isso aí, o nosso adorado maracujá!
Por isso o maracujá e seus derivados, como extratos e óleos, vêm ganhando mais atenção recentemente.
Além do piceatannol, o maracujá também é rico em beta caroteno, outra classe de antioxidantes precursores naturais da vitamina A. Na pele, essas substâncias são convertidas por nossas células em ácido retinóico, aquele ativo bem famoso e super eficaz que todo mundo já conhece. É por isso que sua polpa e seu óleo possuem coloração amarela tão vibrante.
Em termos de skin care isso pode resultar na redução da produção de sebo, menos comedões, suavização de manchas, acne e rugas e linhas finas.
A presença dos precursores naturais da vitamina A é importante pois pode atuar como uma opção mais segura em relação ao uso do retinol sintético, que também se converte em ácido retinóico na pele, mas que pode oferecer maiores riscos à saúde como irritação cutânea severa e problemas no desenvolvimento fetal, sendo, inclusive, seu uso proibido para gestantes.
SOBRE A RELAÇÃO COM A OLEOSIDADE DA PELE
O principal responsável pelo controle da oleosidade é o óleo das sementes do maracujá. Através de estudos de eficácia conduzidos pelas empresas que comercializam seus derivados para aplicação cosmética, foi constatado que o óleo de maracujá é realmente capaz de reduzir a produção de sebo, sem, no entanto, ressecar demais a pele, já que, na realidade, o que ele faz é trazer a oleosidade excessiva para um nível naturalmente saudável e equilibrado.
Além da ação do betacaroteno, que é convertido em ácido retinóico na pele, e que por si só já controla a produção de sebo, o óleo de maracujá, assim como o óleo de uva, possui alta concentração de ácido linoleico (ômega 6), uma gordura que também controla o excesso de sebo, e a formação de cravos e comedões, e que, não por coincidência, se encontra em reduzida quantidade nas peles mistas e oleosas.
Tem mais: é relaxante e suavizante
Função velha conhecida e já consagrada, todos sabemos que o maracujá induz ao relaxamento, e os responsáveis por essa gostosa sensação são os flavonóides encontrados no fruto, como a passiflorina.
Em nossa pele esses compostos ajudam a suavizar irritações e inflamações, acalmando peles muito reativas e ajudando a controlar a descamação do couro cabeludo, que também é um processo inflamatório.
E ONDE ENTRA A UVA NISSO TUDO?
A gente usou a uva apenas como comparação, pois se trata se um ingrediente que compartilha muitas características com o maracujá, tanto em relação à facilidade de cultivo quanto à presença de bioativos semelhantes, mas, principalmente, porque o óleo de uva já é uma matéria-prima bastante consagrada nos cuidados com a pele, especialmente por seus benefícios para a pele oleosa.
Por isso mesmo, a gente quis te mostrar que o maracujá também pode ser uma excelente alternativa, oferecendo algumas vantagens bem interessantes: uma ação antioxidante mais potente, maior concentração de pró-vitamina A e E, o benefício calmante associado à passiflorina e a valorização dos bioativos brasileiros. E tem também o próprio óleo, que apresenta um toque muito leve e uma sensação nada gordurosa na pele.
Demais, né?!
REFERÊNCIAS:
National Center for Biotechnology Information. (2026). PubChem compound summary for CID 445154, Resveratrol. https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/445154
Boo, Y. C. (2019). Human skin lightening efficacy of resveratrol and its analogs: From in vitro studies to cosmetic applications. Antioxidants, 8(9), Artigo 332. doi.org
Endly, D. C., & Miller, R. A. (2017). Oily skin: A review of treatment options. The Journal of Clinical and Aesthetic Dermatology, 10(8), 49–55. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5605215/




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