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EDTA | Será que esse ingrediente cosmético é mesmo um vilão?


O QUE É E QUAL SUA FUNÇÃO?

EDTA, sigla para ethylenediaminetetraacetic acid, ou edetetic acid é um agente quelante orgânico, que sequestra íons metálicos, como cálcio, magnésio, cobre, ferro e manganês, encontrados especialmente na água, agregando-os em sua estrutura química. Isso significa que esse composto remove os metais pesados livres presentes no meio, reduzindo, dessa maneira a reatividade desses metais com os demais componentes de uma formulação cosmética, farmacêutica ou alimentícia.

COMO O EDTA CONTRIBUI PARA UMA FORMULAÇÃO COSMÉTICA

Dessa forma, é possível prevenir reações indesejadas como:

  • Alteração de cheiro em fragrâncias;

  • Mudança na coloração dos produtos;

  • Degradação de insumos naturais, como óleos e extratos vegetais;

  • Inativação de substâncias ativas, como filtros solares, conservantes e fármacos;

  • Oxidação de vitaminas, como a A (retinol) e a C (ácido ascórbico), com perda de suas funções originais;

  • Redução do poder de limpeza e de espumação de sabonetes e shampoos, o que ocorre muito frequentemente em locais onde a água é considerada dura, ou seja, rica nos íons cálcio e magnésio que se combinam às moléculas dos sabões e detergentes, levando à formação de precipitados insolúveis em água, com a consequente perda de suas funções, no caso do sabão, ter sua capacidade de limpeza reduzida.

Com o uso do EDTA é possível melhorar a estabilidade dos produtos, fazendo com que sua durabilidade, em condições adequadas para uso, seja maior, já que normalmente demoramos um tempo considerável para utilizar um produto inteiro, sem que o mesmo estrague e passe a oferecer riscos a nossa saúde.

SEGURANÇA

O EDTA não é considerado um composto tóxico e/ou irritante e sua concentração de uso em produtos cosméticos é muito baixa (de 0,01% a 0,1%), o que o torna um ingrediente bastante seguro para a saúde.​

Um estudo conduzido pelo International Journal of Toxicology avaliou que, embora a molécula de EDTA não consiga permear a pele humana, essa substância pode ser capaz de aumentar a penetração de outros compostos pela epiderme, através da quelação do cálcio e sua consequente ação sobre os fatores de crescimento epidermais (EGF - Epidermal Growth Factor), peptídeos responsáveis pela comunicação celular, sem, no entanto, romper ou desestabilizar a barreira natural de proteção da pele, como alguns sites veiculam.


"Ou seja, a toxicidade, de fato, não é atribuída ao EDTA em si, mas à outras substâncias que podem ter sua absorção aumentada por estarem presentes na mesma composição onde se encontra o EDTA, como por exemplo em um produto que contenha Benzoato de Benzila (INCI: Benzyl Benzoate), composto naturalmente presente em alguns óleos essenciais vegetais, mas de potencial tóxico, já que pode desencadear alergias e alterações hormonais, uma vez que é considerado um disruptor endócrino."

OBSERVAÇÕES RELEVANTES

Também é importante considerar que, se uma substância for classificada em função das características de outras, e nesse caso, ser nociva por facilitar a permeação de outros compostos que de fato são tóxicos, então os próprios óleos vegetais e essenciais poderiam ser classificados como nocivos, já que, por possuírem compostos biologicamente similares à estrutura de nossa pele, também facilitam a permeabilidade cutânea de outros compostos que estejam presentes em uma mesma formulação.

Além disso, devemos ponderar que os benefícios atribuídos ao uso do EDTA superam bastante os riscos indiretos que podem estar atrelados ao seu uso, os quais, inclusive, podem até ser inexistentes, caso ele esteja presente em um produto bem formulado e seguro, sem a presença de substâncias comprovadamente tóxicas, já que o composto em si não oferece risco à saúde, como o próprio artigo científico confirma.

Utilizar um produto em boas condições é vital para o alcance de bons resultados e para a própria saúde da pele, uma vez que substâncias degradadas, inclusive as naturais, podem originar subcompostos irritantes, sensibilizantes e causadores de alergias. Isso sim é muito mais problemáticos do que a presença mínima de um composto comprovadamente seguro e que quando adicionado em uma fórmula bem elaborada, pode nem mesmo causar o efeito de aumento da permeação de outras substâncias, já que os testes em laboratório conduzidos pelo estudo, apenas avaliam sua aplicação isolada e em concentrações maiores do que as normalmente praticadas para uso cosmético em geral.

Outros nomes para o EDTA: Existem variadas formas químicas dentro da categoria dos EDTAs, mas as duas mais amplamente utilizadas são as formas Dissódica e Tetrassódica (INCI: Disodium EDTA e Tetrasodium EDTA).

Avaliação: Bom Classe: Estabilizante/ Agente quelante Riscos: Considerado de baixo-risco para o meio-ambiente e não-tóxico e seguro para uso cosmético.


REFERÊNCIAS:

  • https://online.personalcarecouncil.org/ctfa-static/online/lists/cir-pdfs/pr285.pdf

  • https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/8759#section=Interactions

  • https://www.canada.ca/en/environment-climate-change/services/evaluating-existing-substances/screening-assessment-edta-salts.html#toc8

  • https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12396676

  • https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3443608/

  • https://www.ewg.org/skindeep/ingredient/702146/DISODIUM_EDTA/

  • http://ec.europa.eu/growth/tools-databases/cosing/index.cfm?fuseaction=search.details_v2&id=33604

  • https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/compound/6049#section=Top

  • http://ec.europa.eu/growth/tools-databases/cosing/index.cfm?fuseaction=search.details_v2&id=38569

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