Methylparaben (Metilparabeno)


Conservante sintético de efetiva atividade antibacteriana e, principalmente, fungicida. Pertence à controversa família dos parabenos, os quais são muitos utilizados na indústria farmacêutica, de alimentos e cuidados pessoais devido a sua ação de amplo espectro contra microrganismos patogênicos. Pode ser empregado sozinho ou combinado com outros conservantes, especialmente com outras variações dos próprios parabenos.

Embora usada em baixas concentrações pela indústria cosmética (até 1%), estudos relacionam essa família de substância com o possível surgimento de câncer, uma vez que já foi encontrada em lesões, dessa natureza, nas mamas. Além disso, ainda há evidências de que esse ingrediente possua atividade estrogen-like, ou seja, se liga aos receptores de estrogênio presentes em nosso corpo mimetizando seu efeito, o que, novamente, pode induzir ao surgimento de câncer ou alterações endócrinas.

É importante destacar, entretanto, que tais estudos não são conclusivos, já que foram realizados com uma amostra bem pequena de voluntários e que muitos outros parâmetros ainda precisam ser analisados com mais profundidade. Porém, esse é um grupo de substâncias que já vêm sendo estudo há algum tempo e que novas precauções já estão sendo tomadas, como o alerta do Comitê Científico Europeu em torno dos parabenos de cadeia química longa, como o propilparabeno e o butilparabeno, que oferecem um risco maior a saúde e humana e que, portanto, deve ser usado em concentrações ainda mais baixas em relação ao o metil e o propilparabeno. Para os outros parabenos como, isopropilparabeno, isobutilparabeno e fenilparabeno, ainda não existem informações suficientes para avaliação do risco real.

Há, ainda, um alerta para o uso de produtos que contenham parabenos em bebês menores de seis meses de idade. Os cosméticos utilizados durante a troca das fraldas, como pomadas, lenços umedecidos, talcos, óleos, loções, etc, muito frequentemente são aplicados sobre a pele lesionada e irritada decorrente das assaduras, e peles nessa condição estão com sua barreira de proteção comprometida, tornando ainda mais fácil a absorção dessas substâncias. Além disso, é possível que o metabolismo em bebês dessa idade, ainda não esteja maduro o suficiente para se livrar de muitos compostos que entram em seu corpo, como o caso dos parabenos.

Como já citado anteriormente, embora esses conservantes sejam utilizados em baixas concentrações (até 1%) em cada produto, em nossa rotina diária não utilizamos apenas um item que contenha esses ingredientes, mas dezenas: alimentos industrializados, fármacos, cosméticos e produtos de higiene pessoal, como pastas de dentes e enxaguantes bucais. Isso faz com que concentrações não recomendadas a nossa saúde sejam atingidas devido a esse efeito cumulativo.

Por isso, é sempre importante verificarmos os rótulos dos produtos que escolhemos incluir em nossa rotina diária, para dessa forma, reduzirmos ou evitarmos ao máximo quaisquer riscos de toxicidades ou irritações desnecessários à nossa saúde, seja em curto ou em longo prazo.

Avaliação: Médio

Classe: Conservante

Riscos: Possível disruptor endócrino; há possíveis relações com surgimento de câncer.


REFERÊNCIAS

https://online.personalcarecouncil.org/ctfa-static/online/lists/cir-pdfs/PR427.pdf

https://www.fda.gov/cosmetics/productsingredients/ingredients/ucm128042.htm

https://www.cir-safety.org/sites/default/files/paraben_web.pdf

https://ec.europa.eu/health/scientific_committees/docs/citizens_parabens_en.pdf

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28948814

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